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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Movimento nao pode parar !!!

COMO MONTAR UM GREMIO ESTUDANTIL

O Grêmio é a organização que representa os interesses dos estudantes na escola. Ele permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. O Grêmio é também um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos.

Sozinho, você pode gritar, falar mal, e até mesmo mandar mensagens pelo orkut, enviar e-mails ou colocar uma frase de efeito no msn. Mas a sua voz nunca será ouvida alta o bastante para conseguir mudar as coisas erradas que acontecem ao seu redor. Poe isso, existem diversas maneiras de se juntar a outros colegas e criar uma organização em torno de um objetivo comum. Uma delas é o GREMIO LIVRE ESTUDANTIL. Quer saber como? Siga os passos.

1) FORMOU, JÁ É !

Quadra quebrada, sala de aula sem carteiras, falta de professores e uma direção autoritária. Muita gente na sua escola concorda que existem esses problemas na sua escola? Então basta chamar esse pessoal para trocar uma idéia e formar uma comissão Pró-Gremio. A finalidade é fundar uma entidade gerenciada pelos próprios estudantes, que terá o seu espaço físico dentro da escola e vai representar os interesses dos estudantes e da comunidade, discutir em conjunto soluções e promover atividades sociais, cientificas, culturais e esportivas.

2) FORTALECER O MOVIMENTO !

Depois, já com as idéias fortalecidas, o grupo deve elaborar uma proposta de estatuto, que é o documento no qual estará explicado, ponto a ponto, os objetivos e responsabilidades do grêmio (você pode baixar um modelo no site da UBES). Feito isso, é hora de fazer um corre de sala em sala (e avisar a diretoria) para convocar uma assembléia geral.

3) JUNTO E MISTURADO !

A Assembléia é uma espécie de reunião coletiva que deve ter a participação de no mínimo 10% do total de estudantes da sua escola. É o momento de apresentar aos outros colegas a proposta do estatuto, o nome que se pretende dar ao grêmio e decidir como será realizada a eleição da diretoria. Em conjunto, todos vão definir o período das campanhas das chapas, a data das eleições e quem vai compor a comissão eleitoral, que é a responsável por organizar o processo de eleição.

4) DEBATE É COMPROMISSO !

As chapas podem ser formadas por qualquer grupo de alunos da escola. Muitas vezes, tem um pessoal que quer que o grêmio se volte mais para a cultura. Outros preferem o esporte. Alguns se interessam mais pela política de educação. O importante é que todos tenham espaço para expor suas idéias. O Bacana é que os estudantes fiquem sabendo o que cada grupo esta pensando.

5) CHEGOU A HORA E A VEZ !

Tudo certo, ai é só fazer a votação. Funciona igual a de Presidente da Republica ou Governador e todos os alunos da escola podem votar. Depois das campanhas, basta escolher o seu candidato e depositar o nome da chapa na urna. Contados os votos e divulgado o resultado, o próximo passo é convidar os pais, os professores, os diretores e organizar a posse dos novos diretores. Depois, sabe aquela idéia do campeonato de futsal ou do concurso de redação? Pense e coloque em pratica !



Você sabia...

que os estudantes tem garantido desde 1985 o direito soberano de organizar o GREMI ESTUDANTIL em sua escola ? Pois trata-se da lei de numero 7.398, de 4 de novembro daquele ano. Esta foi uma das primeiras medidas tomadas pelo governo civil, logo após a queda da ditadura militar, depois de mais de 20 anos de regime de exceção no pais que reprimiu de todas as formas a organização do movimento estudantil.

SE LIGA...

Qualquer duvida ou se precisarem de ajuda durante o processo a União dos Estudantes Secundaristas da Vitória estará pronta pra dar o maior auxilio, o seu grêmio terá nossa parceria sempre que precisar pois somos acima de tudo estudantes e O MOVIMENTO NÃO PODE PARAR!!!


CONTATOS:

Gilberto Júnior (BETINHO) 9423-9935
Jonathan 9137-1469

WWW.UBES.ORG.BR

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vitória dos estudantes: votação do projeto que impõe cotas para meia-entrada foi adiada

O senador Inácio Arruda (PCdoB) pediu vista do processo em nome dos estudantes. UNE afirma que continuará mobilizada em defesa do direto a meia-entrada sem restrições

Depois de um dia intenso de mobilizações no Senado Federal, lideradas pela presidente da UNE, Lúcia Stumpf e diretores da entidade, a votação do Projeto de Lei 188/07, que regulamenta a meia-entrada e restringe a 40% os ingressos destinados para estudantes e idosos foi adiada para a próxima semana. O presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), concedeu vista do projeto ao senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que contestou o estabelecimento de uma sistema de cotas para a venda de ingressos com desconto.

O adiamento da votação ocorreu após quase duas horas de intensos debates na comissão. Os estudantes se posicionam contra qualquer tipo de restrição ao uso da carteira, reafirmou a Lúcia.

Durante o debate, Inácio Arruda contestou diretamente a cota de 40%, que considerou uma "restrição" à meia-entrada. Ele alertou para a possibilidade de a cota ser reduzida para até 10% dos ingressos, no futuro. O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) concordou com Arruda e afirmou que a "juventude não pode ser punida". Ao final, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) considerou a votação do projeto uma "oportunidade histórica" para aprimorar a "conquista da meia-entrada".

"Continuaremos as mobilizações para garantir a meia-entrada sem restrições", convoca a líder estudantil, que está em Brasília acompanhando o caso. Segundo ela, o objetivo é sensibilizar os senadores a retirarem a restrição imposta pela cota.

Para Lúcia, existem vária razões para que os estudantes sejam contrários ao sistema. Ela aponta como a principal delas o fato de que não há um mecanismo de fiscalização para impedir atitudes fraudulentas por parte dos empresários. Ela diz que o que vai ocorrer, na prática, é que o segundo estudante na fila já recebe resposta negativa para aquisição do ingresso com alegação de que a cota já está preenchida.

Ela destaca ainda que a meia-entrada é um direito e contribui para a formação intelectual dos estudantes que não se dá apenas em sala de aula. "A meia-entrada não é apenas um benefício, mas um incentivo da formação cidadã do estudante brasileiro", avalia.

A líder estudantil reconhece que a falsificação de carteiras de estudante inviabilizou o trabalho dos empresários culturais, que aumentaram o valor do ingresso para dar conta dessa situação. Mas acredita que a regulamentação na emissão e distribuição do documento serão suficientes para coibir as falsificações.

"A emissão por um órgão público como a Casa da Moeda, como estamos propondo, e a distribuição e fiscalização por um conselho amplo, composto por empresários, estudantes e o governo, em que só estudantes tenham acesso à carteira, vai diminuir o número de estudantes que acessam a meia-entrada", explica Lúcia.


Da Redação www.estudantenet.com.br
Com Agência Senado
Foto: Agência Senado

domingo, 2 de novembro de 2008

Aprovado projeto que institui eleições diretas para diretores de escolas públicas.

"A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (27), em decisão terminativa, substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao Projeto de Lei do Senado 344/07, da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que determina que os diretores das escolas públicas de educação básica de todo o país deverão ser escolhidos por meio de eleições diretas. Emenda do senador Romeu Tuma (PTB-SP) aceita pela relatora exclui da eleição direta aos diretores aprovados em concursos especificos para a função.

De acordo com a proposta, aprovada em turno suplementar, os diretores terão mandato de até dois anos, com direito a uma reeleição. Ainda segundo o texto aprovado, eles serão escolhidos dentre profissionais de educação, com participação da comunidade escolar constituída por professores, funcionários, estudantes e seus responsáveis. Os candidatos deverão receber, antes da eleição, cursos de capacitação em gestão educacional.

Geraldo Sobreira / Agência Senado.

Se liga Nisso Galeraaaa....


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

UNE e UBES vão à Justiça contra o CINEB, o "SPC da Educação"




Para a entidades estudantis, o cadastro de estudantes inadimplentes é um "ato arbitrário" e de "mercantilização da educação"
Em nota divulgada nesta quinta-feira (30), a UNE e a UBES afirmam que vão entrar na Justiça contra o Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros (Cineb). Lançado na quarta-feira pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), o Cineb permite que as escolas e as universidades particulares registrem os alunos e pais inadimplentes.
"Iremos às ruas para denunciar esse abuso e vamos ingressar imediatamente na Justiça para proibir o constrangimento de qualquer estudante brasileiro que queira se matricular ou continuar seus estudos numa instituição privada", diz a nota. Para fazer parte do cadastro, as escolas precisam pagar uma mensalidade fixa, que varia entre R$ 40,00 e R$ 100,00, além de pagar também por consulta ou inclusão de nomes na lista.
As entidades estudantis dizem que o cadastro é um "ato arbitrário", de "mercantilização da educação" e demonstra que os "proprietários de instituições de ensino não tem compromisso com a função social da educação e enxergam nas escolas e universidades uma mera atividade de mercado".Além disso, a UNE e a UBES também pretendem procurar o Ministério Público Federal. "Nosso setor jurídico já trabalha para entrar com ação. Estamos otimistas com uma resposta positiva do Ministério Público", afirma a presidente da UNE, Lúcia Stumpf. "Não é possível esse tratamento da educação como mercadoria. O estado concede às instituições a possibilidade de oferecer um serviço. A educação é um direito", aponta.
Lúcia avalia que as mobilizações para a Jornada de Lutas nas universidades pagas ganhará mais força depois deste fato. "Esse é um momento oportuno para chamar a atenção para os demandos que acontecem nas instuições particulares de ensino superior". Para saber mais, clique aqui.
A UNE e a UBES dizem que "alto índice de estudantes inadimplentes ocorre justamente pelos valores abusivos das mensalidades que estas instituições praticam".
O Cineb começou a funcionar oficialmente nesta quarta-feira (29). O site - que é patrocinado pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem) - poderá ser consultado por escolas e universidades de todo o país e terá o nome dos alunos ou pais de alunos que estão inadimplentes com algum estabelecimento de ensino particular.
Caso o estabelecimento decida consultar os dados do estudante interessado em se matricular e constatar que há relatos de inadimplência, a matrícula poderá ser recusada.
Prática abusiva Em entrevista ao telejornal SPTV, o diretor-executivo do Procon, Roberto Pfeifer, disse que a prática do cadastro de inadimplentes é abusiva porque não se pode tratar a educação como uma mercadoria qualquer. "Educação é diferente de você comprar uma roupa no shopping".
"O Procon orienta que qualquer pai que tenha seu nome inscrito e matrícula negada com base nessa inscrição nos procure e denuncie. Nós apuraremos e mediaremos a solução do problema e tomaremos medidas de sanção contra os estabelecimentos de ensino", disse Pfeifer.
Leia a nota na íntegra:
Educação não é mercadoria: vamos às ruas e à Justiça contra o CINEB, o SPC da Educação!
É com profunda indignação que os estudantes brasileiros recebem a notícia da criação do Cadastro de Informações dos Estudantes Brasileiros, mecanismo adotado pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino que pretende rastrear e impedir o acesso a escola ou a universidade de estudantes que estejam inadimplentes.
Esse ato arbitrário é mais uma demonstração que os proprietários de Instituições de Ensino não tem compromisso com a função social da educação e enxergam nas escolas e universidades uma mera atividade de mercado. O alto índice de estudantes inadimplentes ocorre justamente pelos valores abusivos das mensalidades que estas instituições praticam.
A educação é um bem público e um direito de todos os cidadãos brasileiros garantido pela Constituição Federal. As instituições privadas de ensino são uma concessão do Estado e devem obedecer e cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sendo reguladas e fiscalizadas pelo poder público.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) se colocam na linha de frente da luta contra a mercantilização da educação. Iremos às ruas para denunciar esse abuso e vamos ingressar imediatamente na Justiça para proibir o constrangimento de qualquer estudante brasileiro que queira se matricular ou continuar seus estudos numa instituição privada.
Convocamos todos os estudantes brasileiros à participar da Jornada de Lutas da UNE em novembro contra a mercantilização da educação, pela redução de mensalidades e contra o CINEB, o SPC da educação!

por UNE/UBES do portal G1